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Governo e BNB discutem linha de crédito para quilombolas

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Por: Manoel Santos - Secom
Data de Publicação: 9 de setembro de 2008
 Ministro Edson Santos e os secretários João Francisco e Domingos Paz em reunião de trabalho com dirigentes do BNB - Alta Resolução
Com a participação do ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, representantes do Governo do Maranhão, dirigentes do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e militantes de movimentos sociais iniciaram, na tarde desta sexta-feira (5), uma discussão sobre a abertura de uma linha de crédito para produtores de comunidades quilombolas. Durante o encontro, realizado no auditório da Casa Civil, no Calhau, os secretários Domingos Paz (Agricultura) e João Francisco dos Santos (Igualdade Racial) apresentaram estatísticas mostrando que as áreas quilombolas do Maranhão são as comunidades que menos têm acesso ao crédito e que menos têm participação no processo produtivo do Estado.
               
O ministro Edson Santos destacou a importância da política de crédito do BNB para os segmentos mais necessitados da população, considerando que o público alvo de seu Ministério reside majoritariamente nesse setor. “A necessidade de se apoiar e dar melhores condições de vida às comunidades quilombolas justifica plenamente esta reunião de trabalho, com o propósito de se discutir as possibilidades de desenvolvimento de uma ação conjunta do governo federal com os governos dos Estados”, declarou o ministro.
               
O superintendente regional do BNB, Francisco José de Morais Alves, fez um relato dos investimentos realizados pelo banco de modo a promover a inclusão social na região. Ele explicou que também há em curso uma estratégia de qualificação do acesso ao crédito para as comunidades remanescentes de quilombos.  “Esta reunião é muito importante e com certeza contribuirá para tornar possível uma parceria, que vai beneficiar centenas de famílias negras de baixa renda, contribuindo para a sua inserção na cidadania, objeto principal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, afirmou Francisco José Alves, mais conhecido como Franzé.
              
Ao final da reunião, que também contou com a presença de representantes dos governos dos Estados do Piauí e do Rio Grande do Norte, a professora Ivonete Carvalho, gestora da Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), discorreu sobre as ações do governo federal para assegurar a inclusão social de comunidades quilombolas no país. Ela lembrou que as áreas remanescentes de quilombos são comunidades negras rurais que se distinguem de outros setores da coletividade nacional devido aos seus costumes, tradições e condições sociais, culturais e econômicas específicos.
 
Essas comunidades são originárias de fugas de negros africanos que se rebelaram contra a escravidão iniciada a partir do século XVII, pela colonização portuguesa. A Constituição de 1988 consagrou aos quilombolas o direito às suas terras e à manutenção de sua cultura.
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