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Acordo comercial entre Maranhão e Venezuela avança durante workshop

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Por: Waldemar Têrr - Secom
Data de Publicação: 30 de setembro de 2008
Domingos Paz disse durante o workshop que o Maranhão está num grande processo de desenvolvimento sustentável - Alta Resolução
O secretário de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seagro), Domingos Paz, garante que o acordo comercial que está sendo negociado com a Venezuela avançou com a realização do “Workshop: Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário do Estado do Maranhão”, porque o Maranhão e a Venezuela possuem realidades parecidas. Paz afirma que os maranhenses e venezuelanos “são dois povos que têm identidades parecidas, que querem se libertar da fome assim como somos Estados que buscam cada vez mais cidadania”.
 
Domingos Paz assegura que o evento, realizado na semana passada com a participação de representantes do governo venezuelano, foi importante “no sentido de diagnosticar, primeiro a complexidade do processo de negociação do acordo, porque envolve muitos atores - diplomacia, sanidade animal, logística, infra-estrutura -, e segundo, porque conseguimos pautar uma agenda de compromissos, ficando com prazos estabelecidos”.
 
Ficou definido no workshop, promovido pela Seagro, que haverá a exportação de animais e tecnologia. Os técnicos da Seagro analisaram com produtores locais a viabilidade da exportação de bovinos, bubalinos, ovino, caprinos, mandioca, soja e tecnologia na manipulação de embriões para Monagas, um Estado da Venezuela. Ficou definida também a formação de grupos de trabalhos para relacionar os principais pontos da Agenda de Compromisso que será adotada no Acordo de Cooperação Técnica Internacional Bilateral entre Maranhão e Monagas.
 
A Agenda de Compromissos foi assinada pelo cônsul da Venezuela, José Roberto Quintero Torres, representante do embaixador venezuelano no Brasil, Julio Motoya, na presença do secretário de Agricultura, Domingos Paz. "O Maranhão está pautando um grande processo de desenvolvimento sustentável. Durante muito tempo os agricultores foram ignorados no processo de desenvolvimento. Hoje sabemos que nenhum crescimento haverá se não entendermos que todos os atores da agricultura, principalmente a familiar, são indispensáveis", disse o secretário.
 
Os grupos de trabalhos queriam saber de que forma, por exemplo, a parceria com Monagas ajudará no desenvolvimento da produção da agricultura e da pecuária maranhense. O secretário de Agricultura explica que os compromissos acertados na agenda foram divididos de acordo com o envolvimento institucional de cada órgão vinculado ao acordo. À Seagro, por exemplo, caberá a coordenação de todo o processo de exportação dos animais e o Ministério da Agricultura e Pecuária e Abastecimento (Mapa) ficou responsável pela certificação sanitária dos animais e pela identificação do local da quarentena.
 
À Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) caberá a missão de adaptar a estrutura do Porto do Itaqui para recebimento e embarque dos animais. O monitoramento da quarentena e exame sorológico, ações sanitárias, seleção de animais e colheita de material para exames de laboratórios ficou com a Agência de Desenvolvimento Agropecuário (Aged). Ficou definido ainda que a Associação de Criadores do Maranhão (Ascem) fará a identificação dos criadores que participarão do processo; o acompanhamento dos técnicos da Venezuela às propriedades; a quantificação por propriedade do número de animais a serem exportados; a participação na definição do quarentenário; a definição dos preços dos animais e o levantamento em conjunto com os operadores do custo sanitário e de logística.
 
O acordo de cooperação com a Venezuela foi firmado após visita do presidente Hugo Chávez ao Maranhão, em março deste ano. O país possui uma vocação agrícola de 50 por cento, sendo 21 por cento vegetal e 29 por cento animal; com diferentes condições climáticas que favorecem uma grande variedade de flora, fauna e, com um ecossistema parecido ao das regiões Norte e Nordeste do Maranhão. “É um acordo comercial, mas tendo como pano de fundo uma parceria solidária entre dois povos com grandes afinidades sociais e econômicas”, explica Domingos Paz, que proferiu a palestra de encerramento do evento “Agricultura familiar e agronegócio como instrumentos do desenvolvimento sustentável do Maranhão”.
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