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Aged garante qualidade na exportação de gado vivo para a Venezuela

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Por: Ascom - Seagro
Data de Publicação: 20 de setembro de 2008
Os produtores rurais do Maranhão podem, a partir de agora, exportar tranquilamente seus produtos para áreas internacionais como o Oriente Médio e, especialmente, países como a Venezuela, principal intenção do estado nos acordos firmados com o presidente Hugo Chávez, em vista à capital, em março deste ano.

A garantia foi dada essa semana pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged) do Maranhão que, inclusive, trabalha para a elevação da qualidade do gado maranhense em relação às condições de risco de febre aftosa.
       
Conforme as imposições do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) existem seis níveis de riscos em relação à febre aftosa pelos quais os estados brasileiros estão classificados. O primeiro deles, denominado BR-NC, ou Risco Não Conhecido, abrange os estados que possuem rebanhos adequados para exportação.
       
Hoje, o Maranhão ocupa a condição de "Médio Risco" (BR-03), perfeitamente aceitável por países que também gozam da categoria, ou que ainda estão abaixo dela, buscando erradicar a doença de seus rebanhos.
       
Segundo o diretor-geral da Aged/MA, Sebastião Anchieta, além de já estar apto para exportar seus produtos, o Maranhão ainda tem grandes chances de alcançar, até 2009, mais uma elevação na sua condição de risco, posição que habilitará o Estado para negociações com países ainda mais exigentes, segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
       
"O Governo do Maranhão já está conseguindo direcionar seus rebanhos para a condição de Baixo Risco (BR-04). Certamente alcançaremos essa meta ainda este ano. Em outubro, nós receberemos auditorias do Ministério da Agricultura, para analisar as condições do nosso gado. Esperamos que até o início do próximo ano, o Maranhão esteja com o reconhecimento internacional", pontuou.
 
Barreiras - Toda essa expectativa para a ascensão do Estado em relação ao reconhecimento internacional está diretamente ligada às importantes atividades realizadas pelos técnicos veterinários que trabalham nas fronteiras do Maranhão.
       
Atualmente, o estado possui 13 Barreiras Zoofitossanitárias interestaduais, que inspecionam os trabalhos de esterilização dos animais que entram e saem do território maranhense. Os postos de contenção atuam principalmente nas fronteiras com o Pará, Tocantins e Piauí.
       
Em cada barreira atuam técnicos, sempre acompanhados de veterinários especializados e capacitados para o controle das importações e exportações no Estado. "A principal exigência de quem compra os produtos é a qualidade sanitária. Depois dessa certificação o cliente avalia outras condições, como idade e peso do animal", acrescentou o presidente da Aged/MA.
 
Workshop - Para colocar em prática toda essa potencialidade de exportação do Estado, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável Rural (Seagro) iniciará, na próxima semana, mais um importante trabalho de crescimento econômico para o Estado.
 
São Luís receberá cerca de duzentos produtores, entre eles pecuaristas de gado, búfalo, carneiro e pequenos agricultores de mandioca, além representantes ativos da agricultura familiar. O evento, intitulado "Workshop: Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário do Estado do Maranhão", acontecerá entre os dias 22 e 24 de setembro, no Hotel Abbeville.
 
O encontro objetivará a discussão da exportação de bovinos, bubalinos, ovinos caprinos, mandioca e tecnologia na manipulação de embriões para o estado de Monagas, na Venezuela. A unidade federativa venezuelana possui uma vocação agrícola de 50%, sendo 21% vegetal e 29% animal; com diferentes condições climáticas que favorecem uma grande variedade de flora, fauna e, portanto, um ecossistema muito parecido ao das regiões Norte e Nordeste do Maranhão, o que confirma o sucesso do acordo.
       
O workshop terá a presença confirmada do governador do estado, do Embaixador da República Bolivariana da Venezuela, Dr. Julio Montoya; e secretários estaduais.
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