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Seminário discute investimentos em biodiesel e sisal no Maranhão

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Por: Bruno Barata - Seagro
Data de Publicação: 17 de setembro de 2008
Bill Wason, especialista reconhecido internacionalmente fala sobre biocombustíveis - Alta Resolução
O debate em torno dos investimentos na produção do biodiesel e do sisal no Maranhão reuniu, em São Luís, representantes dos mais diversos segmentos nacionais e internacionais que se estruturam nesse setor, durante o Seminário Bio Brasil Sustentável - Biodiesel e Sisal.
 
O seminário foi realizado na sexta-feira (12), no auditório do Multicenter Sebrae. O evento foi acertado em reunião do dirigente da empresa Bio Brasil Sustentável, Helberth Oliveira, e do representante da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação para a América do Sul (FAO), Alcides Leão, com o secretário de Estado de Agricultura (Seagro), Domingos Paz, realizada em abril deste ano. Além da Seagro, o seminário também teve o apoio do Sebrae.
 
Durante a manhã, Helberth Rodrigues de Oliveira, um dos idealizadores do seminário e diretor da empresa Bio Brasil Sustentável, fez a abertura oficial, falando das potencialidades que o biodiesel e o sisal representam para o Maranhão, além de ressaltar a importância do desenvolvimento sustentável na agricultura familiar.
 
Logo depois, começaram os debates sobre o sisal, com a participação do coordenador do Projeto Sisal, desenvolvido pelo Sebrae da Bahia, José Raimundo Carneiro, que falou da experiência baiana na produção desta planta e forneceu detalhes de cultivo e, em especial, das possibilidades de geração de renda junto aos agricultores das regiões do Semi-Árido maranhense.
 
O sisal é um cultivo que gera uma versatilidade de aproveitamentos. Entre os principais produtos feitos com o sisal estão os fios biodegradáveis usados em artesanato e produção de cordas para várias utilidades, inclusive navais. O sisal também é utilizado na produção de estofados, pasta para indústria de celulose, produção de tequila, tapetes decorativos, remédios, biofertilizantes, adubo orgânico e sacarias. As fibras podem ser utilizadas também na indústria automobilística substituindo a fibra de vidro, bem como a mucilagem do sisal, que é usada na alimentação animal.
 
Em seguida, o presidente da Bio Brasil Sustentável e da Empresa de Desenvolvimento de Projetos Biopuro Combustíveis, o norte-americano Bill Wason, apresentou o plano de trabalho focado no desenvolvimento sustentável, com utilização de plantas oleaginosas para produção de biodiesel, em consórcio com outras culturas, como o sisal, feijão e também a criação de avestruzes.
 
Bill Wason é uma referência internacional em biocombustíveis. Em sua palestra, ele enfatizou a importância do desenvolvimento da agricultura familiar, o uso de tecnologias apropriadas, a assistência técnica e as pesquisas, como forma de reduzir as perdas na produção e aumentar a produtividade. Ele também ressaltou que a FAO, possui R$ 10 milhões disponíveis para projetos na agricultura familiar.
 
O sueco Mateo Palmquist, analisa o cultivo de pinhão manso - Alta Resolução
À tarde, os debates foram direcionados ao biodiesel, especialmente em relação ao cultivo do pinhão manso (jatropha), com a apresentação de vídeos e também com a palestra do representante da empresa Bien Group, o sueco Mateo Palmquist. A empresa desenvolve atividades em mais de 30 países, como Filipinas, Malásia, Gana, Índia e Brasil, entre outros, e pretende iniciar o cultivo de pinhão manso junto aos agricultores familiares no Maranhão, utilizando tecnologia e assistência técnica adequadas, além de garantir a compra de toda produção.
 
Segundo Romina Neves Barros, consultora de negócios internacionais da Bio Brasil Combustíveis e autora do projeto Sisal Sustentável nos Estados do Maranhão e Piauí, em outubro, será realizada uma reunião na sede da FAO, em Roma, com representantes do Grupo Intergovernamental de Fibras Duras, composto de 52 países produtores e consumidores de fibras naturais. Além disso, o seminário teve a finalidade de elaborar uma carta de intenções, que servirá para realizar parcerias e fortalecer a cadeia produtiva do sisal no Maranhão, desde o campo até a geração de produtos industrializados.
 
De acordo com o presidente da Associação de Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira do Município de Penalva, Antônio Lisboa, que participou do seminário juntamente com uma comitiva de agricultores familiares de Penalva, o evento representa uma evolução nos debates para fazer com que o Maranhão esteja aberto a novos investimentos. “Este seminário tem uma enorme importância, pois trabalhar com especialistas ajuda a motivar os produtores, além de eles já possuírem um trabalho de gestão nesse tipo de atividade, o que contribui para o sucesso dos projetos”, analisou.
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