Por: Bruno Barata/Rejane Freitas - Seagro
Data de Publicação: 29 de agosto de 2008
Uma comitiva formada por especialistas em energia da Universidade de São Paulo (USP) e representantes da Secretaria Estadual de Minas e Energia esteve reunida, na segunda-feira (25), com os gestores da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seagro), colhendo informações sobre as matérias-primas utilizadas e as regiões produtoras de energia no Estado. A USP foi contratada pela Petrobrás, para fazer o Balanço Energético do Maranhão, e elaborar um estudo de toda a produção e consumo dos diversos tipos de energia existentes no Estado.
De acordo com a superintendente de Planejamento de Políticas de Desenvolvimento Rural da Seagro, Maria do Amparo Melo, atualmente o Maranhão possui algumas fontes de produção de energia, como as florestas plantadas de eucalipto para a produção de carvão vegetal nos municípios de Açailândia, Bom Jesus das Selvas e Urbano Santos. Também “existem mais de 10 mil hectares de plantações de cana-de-açúcar, em Coelho Neto”, informou.
Segundo a superintendente de Promoção e Fomento Rural da Seagro, Vera Lúcia Costa, existem ainda plantações de babaçu com objetivo de produção de carvão na região do Baixo Parnaíba. Ela destacou ainda os experimentos da Seagro com o plantio de unha-de-gato, num projeto-piloto que está sendo desenvolvido em assentamentos rurais, para a alimentação dos animais e também para a produção de energia.
Outras experiências relatadas aos especialistas da USP pelos representantes da Seagro foram produção de soja em Balsas e no Baixo Parnaíba, etanol em Bom Jesus das Selvas e Campestre, produção experimental de biodiesel com girassol no perímetro irrigado Tabuleiros de São Bernardo, com pião manso na área dos Lençóis e produção de madeira para transformação em carvão, na região do Cerrado maranhense.
O pesquisador do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, Luiz Tadeo Siqueira, disse que os pesquisadores estão mapeando as regiões com potencial energético no Maranhão. A equipe também realizou visitas às Secretarias de Estado de Minas e Energia e de Planejamento. “Estamos realizando o Balanço Energético do Maranhão e percebemos que o Estado possui um grande consumo de energia”, ressaltou.
Para a jornalista e pesquisadora da USP, Silvane Mateos, o diagnóstico fará um retrato do que o Maranhão produz e consome, por setor econômico, e o que transforma – álcool, carvão, biodiesel, além de verificar que tipos de experiências acontecem para a produção de energia. “A intenção é fazer um estudo de Matriz Energética, onde será possível visualizar todos os projetos e impactos do consumo e da produção no Maranhão até o ano de 2030”, concluiu.
A pesquisadora disse que o Balanço Energético permitirá uma projeção de como deve evoluir a oferta e a demanda de energia, sendo um instrumento útil ao planejamento energético do Estado, para que a energia seja utilizada de forma sustentável.
Silvane Mateos informou que quase todos os Estados brasileiros já fizeram o diagnóstico de produção e consumo de energia. Ela destacou que os últimos Estados que elaboraram o Balanço Energético foram Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Tocantins.
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