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Governo inicia campanha contra aftosa e quer 100% do rebanho protegido

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Data de Publicação: 31 de outubro de 2008
Búfalos no pasto - Alta Resolução
O Maranhão se prepara para a segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa, a partir deste sábado (01) até 30 de novembro. A campanha publicitária que traz o slogan “Vacine seu gado contra aftosa e deixe seu patrimônio seguro” já está nas ruas, espalhada por meio de outdoors, backbus, cartazes, folhetos, banners, além de comerciais para TV e spots para as rádios de todo o Estado. Todo este arsenal é para garantir a eficácia da campanha, que tem uma meta ousada: vacinar 100% do rebanho, por isso mesmo o apelo publicitário é “Gado 100% protegido!” A primeira etapa da campanha de vacinação, realizada em maio, alcançou uma cobertura vacinal de 93,43%.
 
A campanha é realizada pelo Governo do Estado do Maranhão, por meio da Secretaria Estadual de Agricultura (Seagro) e de sua vinculada, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged), responsável pela coordenação e monitoramento antes, durante e depois de toda a vacinação do rebanho bubalino (búfalo) e bovino.
 
Embora o calendário de vacinação oficial seja iniciado em 01 de novembro, a data para a solenidade de lançamento será dia 06 de novembro (na quinta-feira), na Associação dos Criadores, no Parque Independência. Neste dia haverá uma breve cerimônia e a vacinação simbólica de um animal pelo governador Jackson Lago. Além do governador estarão presentes o secretário da Agricultura, Domingos Paz; o presidente da Associação de Criadores, Marco Dominice; o superintendente federal da Agricultura (SFA-Mapa), Fernando Machado; o diretor geral da Aged, Sebastião Anchieta e demais autoridades convidadas.
 
O evento de lançamento tem um peso simbólico para o Maranhão que se encontra, ainda, no estágio de Médio Risco, alcançado no ano de 2004, e pretende passar para a classificação de Baixo Risco (livre de aftosa com vacinação), até 2009. Os esforços para alcançar uma nova classificação perante o Ministério da Agricultura (Mapa) e perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) são muitos e os procedimentos são bastante minuciosos, envolvendo auditorias, sorologia, análise laboratorial e pareceres técnicos. O aceite da nova condição poderá se concretizar, após todos estes passos, numa reunião na França, país sede da OIE, no segundo semestre do próximo ano.
 
Para o governador Jackson Lago a meta é erradicar a aftosa do Maranhão para que o Estado atraia mais investidores, aumente o seu PIB e ICMS e gere novas oportunidades de emprego para a população. “O Maranhão tem todas as condições de ter um rebanho de qualidade e de exportar carne bovina de alto padrão comercial, inclusive para o mercado internacional, em um prazo curto de tempo, mas precisa para isso cumprir a lição de casa, que é vacinar e comprovar a vacinação dentro dos períodos exatos” avaliou o governador.
 
De acordo com o secretário de Agricultura, Domingos Paz, a equipe da Aged/Seagro tem se saído muito bem nos demais procedimentos que vem realizando para a manutenção do Médio Risco e ao preparar o terreno para o Baixo Risco, como o cadastramento de animais e propriedades e a implantação de barreiras zoofitossanitárias. “A equipe da Aged comprovou que é muito competente e tem recebido elogios de outros Estados por sua atuação. O merecimento é legítimo e a maior prova disso são as campanhas de vacinação, cada vez melhores, mais elaboradas e envolvendo articulações importantes com outras Secretarias, com órgãos de outras esferas, com a sociedade civil e o terceiro setor, além de entidades com grande poder de capilaridade, a exemplo da Faema, da Fetaema e de outras”, ressaltou.
 
Segundo o diretor geral da Aged, Sebastião Anchieta, a sua maior preocupação é de que os criadores se conscientizem de vacinar no período de 01 a 30 de novembro, a fim de garantir a cobertura vacinal e de não atrapalhar os procedimentos técnicos que serão realizados após a campanha, na expectativa do Estado mudar de classificação. “Eu faço um apelo aos criadores maranhenses para que vacinem seus animais no período da campanha, a fim de evitar as multas e sanções previstas pela Lei nº 7.386. É preciso garantir que não haja complicações e entraves neste momento em que estamos focados nos procedimentos técnicos, que são passos importantes na busca do Médio Risco, e qualquer falha nesta etapa de vacinação poderá causar atrasos para que se alcance este status”, explicou Anchieta, convocando os criadores a vacinarem seus animais no prazo previsto pelo calendário oficial de vacinação.
 
É importante destacar que o trabalho da Defesa Agropecuária de cada Estado possibilita que o mesmo possa ser reconhecido como potencial mercado exportador de alimentos dentro e fora do país, tanto assim que no Brasil o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, lançou recentemente o programa “Defesa Agropecuária: Mais Ciência, Mais Tecnologia”, informando que, nos próximos dez anos, o Brasil deverá ocupar quase 70% do mercado de carnes e que, nessa projeção, a sanidade animal tem grande influência por ser uma das bases da Defesa Agropecuária. Para Stephanes o país tem condições favoráveis de se tornar o maior produtor mundial de alimentos e atender o mercado interno e externo. O referido programa abrangerá pesquisa e desenvolvimento, para ampliar e melhorar as ações de defesa agropecuária, nas áreas de saúde animal, sanidade vegetal, qualidade e inocuidade de produtos de origem animal e vegetal e de insumos agropecuários.
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