Data de Publicação: 20 de outubro de 2008

Porcos acometidos pela peste são sacrificados para evitar avanço do vírus -
Alta ResoluçãoNão há motivo para pânico ou preocupação na hora de consumir carne suína maranhense. O alerta é da veterinária e fiscal da Agência de Defesa Animal do Estado, Teresinha de Lisieux, responsável pelo Programa de Sanidade Suína. Ela disse que apesar de ter sido confirmado um caso de peste suína clássica no Maranhão, a situação está sob o controle da Aged com acompanhamento do Ministério da Agricultura.
O foco da peste suína clássica foi registrado na fazenda que fica no município de Barra do Corda, região central do Maranhão. Foram 30 dias entre a suspeita e a confirmação da doença, no dia 25 de setembro. Os exames foram feitos no laboratório do Ministério da Agricultura, no Recife. Dos 35 animais da fazenda, doze morreram e outros 23 animais tiveram que ser sacrificados para tentar evitar o avanço do vírus na região.
A fazenda, uma área de 700 hectares, foi interditada pela Aged e pelo Ministério da Agricultura. Apenas os técnicos que trabalham na inspeção e desinfecção da propriedade têm acesso ao local.
A defesa agropecuária já cadastrou 56 propriedades num raio de dez quilômetros ao redor da fazenda. Cento e cinqüenta animais foram inspecionados e são acompanhados pelos veterinários da Aged.
“Todas as providências foram tomadas para evitar que a doença se alastrasse”, disse Lisieux. “Colocamos em prática o plano de contingência com interdição da propriedade, sacrifício dos animais, desinfecção dos locais, que é uma ação contínua, cadastramento das propriedades vizinhas numa abrangência de dez quilômetros e estamos com barreiras fixas de fiscalização em pontos estratégicos para o trânsito de suínos”, explicou.
Prejuízos – A peste suína clássica é transmitida por um vírus do gênero pestisvírus. Os hospedeiros naturais são os porcos domésticos e os porcos do mato. A taxa de mortalidade da doença chega a 90%. As principais características do animal infectado são: febre, lesões hemorrágicas, presença de úlceras intestinais, retardo no crescimento e morte. Para o criador, a doença representa prejuízo na produtividade e impedimento na realização de negócios.
“O problema só atinge o rebanho, não há dano ao ser humano”, alerta a veterinária. “As pessoas não devem se preocupar, pois toda carne suína comercializada passa por fiscalização”, acrescenta.
O caso já foi comunicado à Organização Mundial de Saúde Animal. Os técnicos do Ministério da Agricultura devem continuar acompanhando as ações que estão sendo realizadas no Maranhão e dando as devidas orientações.
A veterinária contesta a decisão do Ceará em impedir a entrada de caminhões com cargas de suínos e subprodutos vindos dos municípios de Barra do Corda, Grajaú, Fernando Falcão, Jenipapo dos Vieiras, Itaipava do Grajaú, Tuntum, Joselândia, São Raimundo da Doca Bezerra, Lagoa Grande do Maranhão e São Roberto.
“Seríamos irresponsáveis em permitir que animais infectados circulassem sem controle”, destacou Lisieux. Ela informou que o Ministério da Agricultura ainda está avaliando a situação e se for necessário poderá deflagrar um campanha de vacinação, que não é realizada desde 2002. Apenas os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais estão livres da doença sem vacinação.
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