Data de Publicação: 17 de outubro de 2008

Equipe de técnicos de instituições parceiras atuando no controle e prevenção das doenças -
Alta ResoluçãoA Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seagro), por intermédio da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), está intensificando, no Estado, o Programa Nacional de Sanidade dos Eqüídeos (PNSE), com atenção voltada para duas doenças: Anemia Infecciosa Eqüina e Mormo. Haverá uma maior atenção no controle da anemia, já que a incidência de casos dessa doença no Maranhão é considerada alta. Só no primeiro semestre de 2008 foram examinados 4.903 animais com 355 casos positivos.
A média de incidência de animais com anemia no Estado era de 15,85% até 2006, quando foi instituída a portaria 581/2006 – Aged-MA, de 04 de julho de 2006, que determina o sacrifício de animais positivos para a Anemia Infecciosa Eqüina (A. I. E). A partir dessa data, houve uma redução no quadro da doença em comparação aos anos anteriores. Em 2006, por exemplo, foram 10,68% de casos positivos e, em 2007, o número caiu para 7,61%. No primeiro semestre de 2008, o índice baixou para 6,83%, o que representa nos últimos três anos a redução de mais de 50%, por amostragem, no quadro da doença no Estado.
No caso da Mormo, a última ocorrência foi em 2003, quando foram confirmados cinco casos da doença: três em Imperatriz, um em Anajatuba e outro em Vitória do Mearim, acometendo animais provenientes de outros estados. De lá para cá, foram detectados apenas suspeitas da doença em Itapecuru e Viana, em 2006, Paço do Lumiar e São José de Ribamar, em 2007.
O Maranhão está incluído no quadro de casos de Mormo, mas o trânsito de animais para dentro e fora do Estado é acompanhado do exame negativo para a doença.
Controle das doenças - Segundo o coordenador do Programa de Sanidade dos Eqüídeos, George Castro, o trabalho de controle das doenças vem sendo executado de várias formas pela Aged, com a intensificação na fiscalização de trânsito animal, capacitação de técnicos de defesa agropecuária, dentre outros. "O trabalho é desenvolvido por 129 técnicos que fazem um trabalho minucioso, considerando todas as etapas, desde a coleta do material biológico para análise até a confirmação do resultado. Caso seja positivo, a propriedade é interditada e o animal é sacrificado".
Ele explicou ainda que é feito um trabalho de conscientização constante e, quando não funciona, a legislação federal determina a força policial para resolver o caso, podendo o proprietário ser multado. A multa é de acordo com a infração e varia de R$40 a 200 reais por animal, podendo o proprietário ainda responder judicialmente por crime ambiental por estar disseminando doenças no meio ambiente e causando prejuízos à agropecuária, conforme o artigo 61 da Lei Federal de Crimes Ambientais.
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