Por: Rejane Freitas - Seagro
Data de Publicação: 10 de outubro de 2008

Técnicos do governo e de empresas participam de reunião para discutir as políticas públicas do setor energético -
Alta ResoluçãoEquipes do Governo do Estado estão elaborando o programa Maranhense de Biocombustíveis (ProBio), numa iniciativa do governador Jackson Lago para nortear as políticas públicas estaduais no setor energético.
Na terça-feira (07), a pedido do secretário Domingos Paz, a Secretaria Estadual da Agricultura (Seagro) e a empresa Curcas Brasil Diesel (CDB), apresentaram o Projeto Integrado de Produção de Matéria-Prima para Biocombustível e Alimentos, de incentivo ao plantio de pinhão manso no Maranhão, em consórcio com plantas alimentícias. O projeto da Seagro, em parceria com a CDB, é um dos que compõem o Programa Maranhense de Biocombustíveis.
A apresentação reuniu gestores governamentais das Secretarias Estaduais de Agricultura (Seagro), Indústria e Comércio (Sinc), Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento de São Luís (Semapa), professores, pesquisadores da Universidade Estadual (Uema), diretores da Escola Agrotécnica Federal de São Luís, Cooperativa de Agricultores Familiares (Coopaf) além de gerentes das empresas Vale, Amendo-Oil, Curcas Diesel Brasil e Comtrac Eletrônica.
O Projeto Integrado de Produção de Matéria-Prima para Biocombustível e Alimentos tem o objetivo de fortalecer a agricultura familiar, dinamizando os assentamentos rurais do Estado, com foco na inclusão social do agricultor familiar e seus filhos.
Segundo Mike Lu, diretor da Curcas, o plantio de pinhão manso pode ser consorciado com o de amendoim, sorgo sacarino, milho, gergelim, flores tropicais, pastagens, entre outros. Ele destacou também que o pinhão manso poupa 68% das emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE), quando comparados ao petro-diesel. Mike Lu informou ainda que já existem 40 mil hectares plantados com pinhão manso em todo o Brasil.
De acordo com a superintendente de Promoção e Fomento Rural da Seagro, Vera Lúcia Costa, são 4,5 milhões de hectares de terras em 1.302 assentamentos rurais estaduais e federais no Maranhão, onde vivem 133.386 famílias de agricultores. “Agregar o plantio de pinhão manso com os alimentos é o nosso ponto de partida”, afirmou ela.
Diversas rodadas de discussões sobre o Programa Maranhense de Biocombustíveis já foram realizadas entre os técnicos do governo e as organizações parceiras governamentais, ONG’s e empresas privadas envolvidas com bioenergia no Maranhão. Novas reuniões já estão sendo agendadas, de modo a contemplar o diálogo de construção do ProBio com todos os envolvidos no segmento de biocombustíveis no Maranhão.
“O governador Jackson Lago quer um programa que contemple toda a cadeia produtiva, do produtor até a fonte consumidora”, informou o superintendente de Promoção do Agronegócio da Secretaria Estadual da Indústria e Comércio, Carlos Feitosa.
O Programa Maranhense de Biocombustíveis está contemplando as diversas fontes alternativas de produção de álcool etanol e biodiesel, como cana-de-açúcar, sorgo sacarino, pião manso, babaçu e girassol.
O ProBio tem a consultoria do criador do Programa Brasileiro de Álcool (PróAlcool), o doutor em Física José Walter Baustista Vidal, baseado no programa que foi desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (Ufma), e que agora está sendo ampliado com as contribuições das instituições parceiras.
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