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Projeto Quebra Coco

APRESENTAÇÃO

As florestas predominantes de babaçu no Nordeste brasileiro e, em particular, nos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará, constituem uma das situações críticas, exemplos da exploração extrativista de um recurso natural que entrou em declínio por falta de estratégias para melhoramento de sua eficiência.

Em muitas regiões do Estado essa atividade vem perdendo a importância econômica como geradora de emprego e renda, tornando-se apenas uma atividade de subsistência, onde a extração do óleo e a produção de carvão são para o autoconsumo doméstico.

Como conseqüência direta desse processo de decadência, observa-se a degradação dos babaçus, que ao perder seu valor econômico como gerador de emprego e renda no meio rural, passa a ser visto como uma planta indesejável, levando à aceleração da devastação do ecossistema babaçu.

Preocupado com estas questões, o Governo do Estado procura dar um novo enfoque da atividade. O projeto Quebra-Coco, desenvolvido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, adota uma nova estratégia, para o aumento da eficiência da exploração, a partir da introdução da mecanização da quebra e do processamento integral dos frutos com o envolvimento direto das mulheres quebradeiras de coco em todas as fases do processo.

UNIDADE PILOTO

A concepção técnica do PROJETO QUEBRA COCO é fruto de mais de 15 anos de pesquisas. A proposta consiste não somente na quebra mecânica do coco, mas fundamentalmente no seu aproveitamento integrado às outras atividades.

Foi desenvolvido um conjunto de equipamentos para quebrar e separar os componentes do coco que pudessem ser usados em comunidades rurais organizadas, onde o babaçu ainda representa importante fonte de renda para as famílias. Nesse sistema à torta - resíduo da extração do óleo - é associado à farinha amilácea do mesocarpo para compor uma ração que é usada na alimentação de aves caipiras e suínos, para agregação de valor.

No Povoado de Olho D'Água das Guaribas, em Itapecuru Mirim, foi instalada uma Unidade Piloto que vem servindo como base para pesquisas e obtenção de novos produtos, demonstração para outras comunidades e, principalmente, para melhorar a renda das famílias que participam dessa iniciativa pioneira.

OBJETIVO GERAL

Dar sustentação à atividade extrativa do coco babaçu através do aproveitamento racional em pequenas unidades e com o envolvimento direto das quebradeiras de coco.

OBJETIVO ESPECÍFICO

Aumentar a renda e as condições de trabalho das famílias que se dedicam à atividade extrativa do babaçu;

Promover a preservação dos stands naturais dos babaçuais através do estímulo à exploração racional e integrada do coco;

Aproveitamento da mão-de-obra existente que sobrevive do extrativismo do coco babaçu;

Possibilitar o incremento da criação de pequenos e médios animais (aves e suínos), utilizando-se como base alimentar a ração produzida a partir do mesocarpo e da torta (resíduo da extração do óleo).

CAPACIDADE DE PROCESSAMENTO

COMPONENTES

DIA (kg)

MÊS (kg)

ANO (kg)

COCO

4.000

100.000

800.000

MESOCARPO

880

22.000

176.000

CARVÃO

687

17.175

137.000

ÓLEO

120

3.000

24.000

TORTA

120

3.000

24.000

IMPACTO DIRETO DA IMPLANTAÇÃO DOS PÓLOS

" Inclusão social das mulheres quebradeiras de coco; " Preservação dos ecossistemas dos babaçuais maranhenses;. " Geração de cerca de 500 ocupações no meio rural para cada pólo de processamento implantado.

DESTINO DA PRODUÇÃO

" O óleo produzido está sendo vendido para a União de Clubes de Mães de Itapecuru onde está sendo transformado em sabonete; " A torta é usada em ração animal; " O mesocarpo é utilizado na produção de amido industrial e ração animal para criação de aves caipiras e suínos; " O carvão serve como matéria prima para produção de carvão ativado.

FABRICAÇÃO DE SABONETE

Dentro do Programa de Apoio ao Extrativismo e Preservação dos Babaçuais e em parceria com a união dos Clubes de Mães de Itapecuru, foi implantada uma unidade de fabricação de sabonetes naturais de babaçu, produzidos a partir do óleo da Unidade de Olho D'Água das Guaribas. Trabalham em regime comunitário as associadas dos 30 Clubes de Mães do município.

ETAPAS DA PRODUÇÃO

A coleta dentro dos babaçuais é realizada com auxílio de animais.

No transporte dos cocos até a unidade de processamento, são usadas carroças com capacidade de 01m3 que equivale a 50 latas de coco.

O processamento inicia com o descascamento dos cocos para extração do epicarpo / mesocarpo.

Logo em seguida os cocos são quebrados e numa peneira é feita a separação do endocarpo

Das amêndoas é extraído o óleo por processo de prensagem contínua

O endocarpo é transportado até os fornos para carbonização.

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